lugar sentido
lugar sentido
não pára em casa
não pára na vida
sentido oposto
na forma olhada
no vazio despido
não quebra o silêncio
não muda com o vento
sentido por fora
procurado por dentro
não escreve manhãs
não resume o tempo
mas constrói sentimento
Sexta-feira, Março 18, 2011
Quarta-feira, Março 24, 2010
se te arrependeres
se te arrependeres
não te percas no caminho
tudo o que somos
são águas onde me afogo
são corpo e lençóis
poesia e alfabetos
se te arrependeres
traz-me abraços e cadernos
recortes e agendas
no dia de sentir
mas se te arrependeres
não soltes as palavras
agarra-me na mão
e viaja-me pela caneta
que escreve as estações
e se te arrependeres
leva-me para ti
porque preciso de respirar
se te arrependeres
não te percas no caminho
tudo o que somos
são águas onde me afogo
são corpo e lençóis
poesia e alfabetos
se te arrependeres
traz-me abraços e cadernos
recortes e agendas
no dia de sentir
mas se te arrependeres
não soltes as palavras
agarra-me na mão
e viaja-me pela caneta
que escreve as estações
e se te arrependeres
leva-me para ti
porque preciso de respirar
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Terça-feira, Junho 23, 2009
Sábado, Junho 20, 2009
fragilidade e força
pedes-me a fragilidade
estranho-te a força
cheiras o oxigénio
respiro os minutos
perdes-te no caminho
e encontro o sentido
ganhas-me em metáforas
vigio-te com adjectivos
liberdades medicamente assistidas
até insanidades embaladas
caminhadas silenciosas
p'ra trocar correntes e reacções
e técnicas de procriação
tudo são possibilidades
nos dias de fragilidade à força
pedes-me a fragilidade
estranho-te a força
cheiras o oxigénio
respiro os minutos
perdes-te no caminho
e encontro o sentido
ganhas-me em metáforas
vigio-te com adjectivos
liberdades medicamente assistidas
até insanidades embaladas
caminhadas silenciosas
p'ra trocar correntes e reacções
e técnicas de procriação
tudo são possibilidades
nos dias de fragilidade à força
Segunda-feira, Maio 04, 2009
condensado
por instantes condensado
sérios diálogos
por entre filtros e desarrumos
limpa-se com soda cáustica
e parece tudo igual
mas somos diferentes por exigência
e respeitamo-nos por princípio
queremos ser mais vidro do que barro
só para parecermos coerentes
vendemos palavras
porque não sabemos construir frases
condensado e desconexo
e quase ganho o processo
por instantes condensado
sérios diálogos
por entre filtros e desarrumos
limpa-se com soda cáustica
e parece tudo igual
mas somos diferentes por exigência
e respeitamo-nos por princípio
queremos ser mais vidro do que barro
só para parecermos coerentes
vendemos palavras
porque não sabemos construir frases
condensado e desconexo
e quase ganho o processo
manual para a felicidade
vozes da salvação cortam as esquinas
armadilham-me as palavras com mel e chocolate
espremem-me a ignorância ao som de amoras e violinos
redomas impermeáveis cobrem o meu fuso horário
estou protegido contra tempestades de ilusão
e encontro-me no sítio do costume
só lá me chamam pelo nome
como assimilo bem este estado crescente de hipocrisia
como gostam de mim quando me transformo
metamorfose controlada mas porque me exigem
medem-me o conhecimento pelo número de sorrisos
quero ser adulto para me poderem prender
mas eu ainda gosto de ovos kinder...
vozes da salvação cortam as esquinas
armadilham-me as palavras com mel e chocolate
espremem-me a ignorância ao som de amoras e violinos
redomas impermeáveis cobrem o meu fuso horário
estou protegido contra tempestades de ilusão
e encontro-me no sítio do costume
só lá me chamam pelo nome
como assimilo bem este estado crescente de hipocrisia
como gostam de mim quando me transformo
metamorfose controlada mas porque me exigem
medem-me o conhecimento pelo número de sorrisos
quero ser adulto para me poderem prender
mas eu ainda gosto de ovos kinder...
Quinta-feira, Abril 02, 2009
gabinete da juventude
tertúlias e jornais
convites por cortar
exposições por fazer
farturas para comer
biblioteca sozinha
linhas condutoras
e outras directrizes
não se sabe onde
apoios e actividades
encontros e saudades
à terça tudo se fabrica
gabinete da juventude
gabinete que não existe
se não houver atitude
tertúlias e jornais
convites por cortar
exposições por fazer
farturas para comer
biblioteca sozinha
linhas condutoras
e outras directrizes
não se sabe onde
apoios e actividades
encontros e saudades
à terça tudo se fabrica
gabinete da juventude
gabinete que não existe
se não houver atitude
dedicado a todos os gabinetes da juventude
cujos os membros gostam de farturas
Sábado, Fevereiro 28, 2009
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
acreditamos
caímos de árvores
subimos onde podemos parar
o silêncio é distante
resolvemos problemas
e sorrimos
queremos ser invencíveis
de tão frágeis que somos
caminhamos com fraquezas
chamamos por nomes que não conhecemos
e sorrimos
a neve já cai de cor diferente
e nós já não queremos brincar
porque é cedo para ir
é cedo para apagar números
e não sorrimos
acreditamos que foi engano
as portas já não são as mesmas
ficam lágrimas e recordações
porque já não sorrimos
recusamos sorrir
sem motivo para partir
ainda ontem eramos dois
amanhã voltaremos a ser dois
caímos de árvores
subimos onde podemos parar
o silêncio é distante
resolvemos problemas
e sorrimos
queremos ser invencíveis
de tão frágeis que somos
caminhamos com fraquezas
chamamos por nomes que não conhecemos
e sorrimos
a neve já cai de cor diferente
e nós já não queremos brincar
porque é cedo para ir
é cedo para apagar números
e não sorrimos
acreditamos que foi engano
as portas já não são as mesmas
ficam lágrimas e recordações
porque já não sorrimos
recusamos sorrir
sem motivo para partir
ainda ontem eramos dois
amanhã voltaremos a ser dois
dedicado ao amigo Zé (1989-2009)
Onde quer que te encontres
continuarás a marcar golos.
Quarta-feira, Janeiro 14, 2009
interior
sonhos em tupparware
servidos à discrição
aceita-se o tempo
traçam-se direcções
as aves migratórias já não passam por aqui
e por aqui caem vozes que já não se levantam
minimalismos humanos a cores mas sem degradê
e tudo o vazio consome
alcatrões intactos
suicídio de cães e ratos
a terra perde para as ervas daninhas
o eco é mais forte
rouba-se sem medo e sem segredo
as pedras da calçada já foram homens
agora homens que são pedras
há vida dada pelo vento
mas não há sentimento
interior vazio
e animais sem cio
dissolve-se
sonhos em tupparware
servidos à discrição
aceita-se o tempo
traçam-se direcções
as aves migratórias já não passam por aqui
e por aqui caem vozes que já não se levantam
minimalismos humanos a cores mas sem degradê
e tudo o vazio consome
alcatrões intactos
suicídio de cães e ratos
a terra perde para as ervas daninhas
o eco é mais forte
rouba-se sem medo e sem segredo
as pedras da calçada já foram homens
agora homens que são pedras
há vida dada pelo vento
mas não há sentimento
interior vazio
e animais sem cio
dissolve-se
Sábado, Agosto 30, 2008
Terça-feira, Abril 29, 2008
a voz que já não ouço
lembras-te?
seis da manhã e tu perguntavas
'tás a ouvir? 'tás a ouvir?
ao teu lado eu sentia-me vazio
também queria ir ao fundo de tudo
tu já o tinhas deixado de ser há muito
a vontade de perceber como brilham os pirilampos
a necessidade de sentir o deslizar do orvalho
ainda o dia não tinha nascido
e já fazias as tuas arqueologias matinais
porque a vida não pára para dormir...
ficarás cá dentro para sempre
agora eu consigo perceber porquê
porque sempre foste tu que me disseste
loucos são aqueles que não te querem entender...
lembras-te?
seis da manhã e tu perguntavas
'tás a ouvir? 'tás a ouvir?
ao teu lado eu sentia-me vazio
também queria ir ao fundo de tudo
tu já o tinhas deixado de ser há muito
a vontade de perceber como brilham os pirilampos
a necessidade de sentir o deslizar do orvalho
ainda o dia não tinha nascido
e já fazias as tuas arqueologias matinais
porque a vida não pára para dormir...
ficarás cá dentro para sempre
agora eu consigo perceber porquê
porque sempre foste tu que me disseste
loucos são aqueles que não te querem entender...
Quinta-feira, Junho 21, 2007
ausência
correr em transplantes de oxigénio
com a alma a assobiar e não...
como ser ausente a prestações
p'ra não derramar desejos
apontar a direcção p'ra ver....
texturas em atrito e mais
manhã de fumo e alcatrão
em olhares que se querem difusos
sorrir em jeito de bricolage
dissecar palavras p'ra ter...
servir comodismo de condição
e ser vencido pelo tempo de processo
só porque já é tarde a tua ausência...
correr em transplantes de oxigénio
com a alma a assobiar e não...
como ser ausente a prestações
p'ra não derramar desejos
apontar a direcção p'ra ver....
texturas em atrito e mais
manhã de fumo e alcatrão
em olhares que se querem difusos
sorrir em jeito de bricolage
dissecar palavras p'ra ter...
servir comodismo de condição
e ser vencido pelo tempo de processo
só porque já é tarde a tua ausência...
Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007
Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
guarda-me contigo
contra a parede
no teu bloco
na prateleira lá do canto
na enciclopédia
no banco detrás
guarda-me contigo
quando acordares
no teu olhar disfarçado
na tua cozinha
no teu conhecimento
dentro da tua máquina de lavar
guarda-me contigo
na tua ingenuidade
no teu vestido
dentro dos teus movimentos
nas pinturas da parede
nos teus copos de iogurte
guarda-me contigo
na caneta que te escreve
no café que absorves
com as tuas mãos que me conhecem
nas músicas que ouves
no incenso que inalas
guarda-me contigo
na água que te molha
na lâmina das tuas facas
com os segredos que me contas
na fechadura dessa porta
na tua irresponsabilidade temporária
guarda-me contigo
no lugar que te der mais jeito
e telefona de vez em quando...
contra a parede
no teu bloco
na prateleira lá do canto
na enciclopédia
no banco detrás
guarda-me contigo
quando acordares
no teu olhar disfarçado
na tua cozinha
no teu conhecimento
dentro da tua máquina de lavar
guarda-me contigo
na tua ingenuidade
no teu vestido
dentro dos teus movimentos
nas pinturas da parede
nos teus copos de iogurte
guarda-me contigo
na caneta que te escreve
no café que absorves
com as tuas mãos que me conhecem
nas músicas que ouves
no incenso que inalas
guarda-me contigo
na água que te molha
na lâmina das tuas facas
com os segredos que me contas
na fechadura dessa porta
na tua irresponsabilidade temporária
guarda-me contigo
no lugar que te der mais jeito
e telefona de vez em quando...
Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
poema fácil
é ter-te perto
com o teu corpo a flutuar na minha cabeça
com o teu sorriso a encher-me os olhos
com a tua respiração a soprar-me aos ouvidos
com o teu desejo a ajudar o meu a acender o teu
e estas palavras ficam tão fáceis de dizer
que até se tornam ingénuas
se queres saber mais
é só quereres perguntar-me
como é difícil perguntar por vezes!
e como temos receio de sentir
ou de dizer que sentimos...
já quase não tenho palavras
para me camuflar
como se vai tornando fácil
perder vocabulário dissimulado
e leva-me pra dentro da tua pele...
(É preciso dedicar?)
é ter-te perto
com o teu corpo a flutuar na minha cabeça
com o teu sorriso a encher-me os olhos
com a tua respiração a soprar-me aos ouvidos
com o teu desejo a ajudar o meu a acender o teu
e estas palavras ficam tão fáceis de dizer
que até se tornam ingénuas
se queres saber mais
é só quereres perguntar-me
como é difícil perguntar por vezes!
e como temos receio de sentir
ou de dizer que sentimos...
já quase não tenho palavras
para me camuflar
como se vai tornando fácil
perder vocabulário dissimulado
e leva-me pra dentro da tua pele...
(É preciso dedicar?)
o rapaz que subia a montanha
parecia o início de um poema
parecia o lugar de ninguém
parecia o vento que corria
parecia o filho perdido da mãe
parecia outro lado de coisa alguma
parecia o tempo em hora de despedida
parecia o silêncio que não dormia
parecia a história de uma vida
parecia tudo o que não entendia
até parecia qualquer coisa estranha
só não conseguia parecer
o rapaz que subia a montanha
não parecendo quem era
mas sendo quem queria
ía subindo a montanha
que tinha de descer um dia
parecia o início de um poema
parecia o lugar de ninguém
parecia o vento que corria
parecia o filho perdido da mãe
parecia outro lado de coisa alguma
parecia o tempo em hora de despedida
parecia o silêncio que não dormia
parecia a história de uma vida
parecia tudo o que não entendia
até parecia qualquer coisa estranha
só não conseguia parecer
o rapaz que subia a montanha
não parecendo quem era
mas sendo quem queria
ía subindo a montanha
que tinha de descer um dia
Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Terça-feira, Janeiro 16, 2007
a vontade
eu
mais além
estado liquído
o desespero
pela madrugada
fico ou não gosto de mim
e essa caixa que tem?
a solução?
é manhã
a vontade e eu
a ressaca
e o verbo depender
anda para trás
convida-me para entrar
injecta nos olhos
o brilho
espalha
que consegues fazer?
soletra o que penso
cronologia é só
vê-me
sem hesitar
ou elimina-me...
eu
mais além
estado liquído
o desespero
pela madrugada
fico ou não gosto de mim
e essa caixa que tem?
a solução?
é manhã
a vontade e eu
a ressaca
e o verbo depender
anda para trás
convida-me para entrar
injecta nos olhos
o brilho
espalha
que consegues fazer?
soletra o que penso
cronologia é só
vê-me
sem hesitar
ou elimina-me...
Sábado, Janeiro 13, 2007
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
hoje é um dia
convertem-se horas
em palavras
em silêncio
em passos
em mais
convertem-se palavras
em silêncio
em passos
em mais
converte-se silêncio
em passos
em mais
convertem-se passos
em mais
converte-se mais
na facilidade de chegar
na dificuldade de partir
e o dia acabou
na esperança que chegue o outro
hoje foi um dia...
(Dedicado à Lurdes)
convertem-se horas
em palavras
em silêncio
em passos
em mais
convertem-se palavras
em silêncio
em passos
em mais
converte-se silêncio
em passos
em mais
convertem-se passos
em mais
converte-se mais
na facilidade de chegar
na dificuldade de partir
e o dia acabou
na esperança que chegue o outro
hoje foi um dia...
(Dedicado à Lurdes)
Domingo, Dezembro 03, 2006
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
pele com o teu sotaque é mais macia
toco-te ao longe e já imagino
falas de coisas que eu nem sei
entro pelo outro lado do mundo
e já nem quero saír
se eu te sentir então
tudo vai ser imprevisível
mas eu quero correr esse risco
adivinho-te em todas os lugares
crio-te em todas as manhãs
a meio da tarde voltamos a falar
e das coisas que eu continuo sem saber
quero sentir o teu respirar
em todos os meus poros
todos
toco-te ao longe e já imagino
falas de coisas que eu nem sei
entro pelo outro lado do mundo
e já nem quero saír
se eu te sentir então
tudo vai ser imprevisível
mas eu quero correr esse risco
adivinho-te em todas os lugares
crio-te em todas as manhãs
a meio da tarde voltamos a falar
e das coisas que eu continuo sem saber
quero sentir o teu respirar
em todos os meus poros
todos
uma parede de costas pintadas
idiota
cruza os braços
fala em vão
respiro mas asfixio
o sujeito da estação
meteu gasolina
saí sem pagar
idiota
foi o que eu ouvi
a estrada é seca
e eu já cheguei ao início
só me apetece não voltar
mas é lá que eu trabalho
idiota
é o que eu digo
matava se eu morresse
mas que sede de golpes nas costas
cortesia de uma boa marca de facas
é tinta que me sai das veias
é tinta que vai parando
não apago com qualquer borracha
idiota...
idiota
cruza os braços
fala em vão
respiro mas asfixio
o sujeito da estação
meteu gasolina
saí sem pagar
idiota
foi o que eu ouvi
a estrada é seca
e eu já cheguei ao início
só me apetece não voltar
mas é lá que eu trabalho
idiota
é o que eu digo
matava se eu morresse
mas que sede de golpes nas costas
cortesia de uma boa marca de facas
é tinta que me sai das veias
é tinta que vai parando
não apago com qualquer borracha
idiota...
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Domingo, Outubro 15, 2006
ontem cheirava-me a girassois
hoje cheira-me a café torrado
escrevo com pedras na pele
e espero ver nascer cicatrizes
tento parar a auto-destruição
com betadine e álcool etílico
quando é que me envias aquelas palavras?
envia-mas por correio expresso
para me marcarem mais cedo
e mais cedo o tempo as apaga
vida prostituta a viajar em classe turística
é esta a revolta silenciosa
que me dilata as veias até rebentarem
mas não te esqueças,
envia-mas por correio expresso
hoje cheira-me a café torrado
escrevo com pedras na pele
e espero ver nascer cicatrizes
tento parar a auto-destruição
com betadine e álcool etílico
quando é que me envias aquelas palavras?
envia-mas por correio expresso
para me marcarem mais cedo
e mais cedo o tempo as apaga
vida prostituta a viajar em classe turística
é esta a revolta silenciosa
que me dilata as veias até rebentarem
mas não te esqueças,
envia-mas por correio expresso
Sexta-feira, Outubro 13, 2006
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
o homem que não sabia nadar
e que nadava sem saber
o homem que queria ser egoista
e que não era egoista sem querer
o homem que preferia não sentir
e que sentia sem o preferir
o homem que sabia o que queria
mas que foi abatido à saída de casa
com uma Smith & Wesson de calibre 38
o homem que pensou
que não valia a pena ser homem
o homem que pensou
que não valia a pena dar amor
o homem que pensou
que a relatividade dos corpos não deveria existir
o homem que pensou
que era eu
eu fui o homem que pensou
e pensei que não devia pensar
pensar torna-me humano
o homem que pensou
que não valia a pena ser homem
mas pensava
logo era homem
era amor
era relatividade
amor não tem relatividade
era homem
era amor
era relatividade
foi abatido
foi melhor assim...
e que nadava sem saber
o homem que queria ser egoista
e que não era egoista sem querer
o homem que preferia não sentir
e que sentia sem o preferir
o homem que sabia o que queria
mas que foi abatido à saída de casa
com uma Smith & Wesson de calibre 38
o homem que pensou
que não valia a pena ser homem
o homem que pensou
que não valia a pena dar amor
o homem que pensou
que a relatividade dos corpos não deveria existir
o homem que pensou
que era eu
eu fui o homem que pensou
e pensei que não devia pensar
pensar torna-me humano
o homem que pensou
que não valia a pena ser homem
mas pensava
logo era homem
era amor
era relatividade
amor não tem relatividade
era homem
era amor
era relatividade
foi abatido
foi melhor assim...
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Quinta-feira, Setembro 28, 2006
tiraste-me os olhos mas não me tiraste a visão
levita essa tua biblia urbana
leva-me à incompreensão
já me cheirou aqui melhor
já me corrompi vezes demais
tiraste-me os dedos mas não me tiraste os aneis
desce essa tua biblia urbana
construí pontes nos rios que não existiam
atravessei mas não olhei para baixo
quente sangue
ar que que me asfixia
tiraste-me a cerca mas não me tiraste a as algemas
rasga essa tua biblia urbana
porque o rio aqui jamais passará
levita essa tua biblia urbana
leva-me à incompreensão
já me cheirou aqui melhor
já me corrompi vezes demais
tiraste-me os dedos mas não me tiraste os aneis
desce essa tua biblia urbana
construí pontes nos rios que não existiam
atravessei mas não olhei para baixo
quente sangue
ar que que me asfixia
tiraste-me a cerca mas não me tiraste a as algemas
rasga essa tua biblia urbana
porque o rio aqui jamais passará
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